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quarta-feira, 14 de março de 2018

2 milhões de pessoas no RJ estão em áreas sob influência de milícias



Rio de Janeiro. As áreas de influência desses grupos criminosos somam 348 km², o equivalente a um quarto do tamanho da capital. É um conjunto de territórios em que vivem 2 milhões de pessoas que, no dia a dia, são coagidas a usar o transporte, o botijão de gás; a pagar por segurança e pelo sinal de TV; além de consumir água e os alimentos da cesta básica dessas quadrilhas.

Franquia do Crime, que por meio de análise de inquéritos, denúncias e processos, além de entrevistas com autoridades e moradores de comunidades, vai mostrar o crescimento dessas quadrilhas na Região Metropolitana do RJ.

MAPA: conheça as áreas e a população sob influência na milícia no RJ

Levantamento exclusivo com base no cruzamento de informações do Ministério Público estadual, da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Região Metropolitana. Passados dez anos, os milicianos expandiram sua atuação para bairros inteiros, com atuação em 37 deles, além de estar em mais 165 favelas isoladas.

Itaguaí, a 69 quilômetros da capital, sempre no rastro das lacunas deixadas pelo poder público, que não oferece serviços básicos como transporte e segurança nas regiões isoladas dos municípios. Para se estabelecer em novas regiões, os criminosos contam com o apoio de grupos anteriores formados na cidade do Rio.

Os milicianos da capital criaram o que os promotores do MP chamam de "franquias" ao definirem regras, tais como:

Política de não-agressão entre os grupos
Uso, inicialmente, do nome anterior da quadrilha
Envio de integrantes a essas regiões
Ações de tomada de territórios com fardas das polícias Civil e Militar
Pagamento à matriz de percentual dos lucros obtidos pela nova quadrilha

Com pessoas desses municípios, eles chegam fazendo acordos com moradores, grupos de milicianos ou grupos de extermínio. Emprestam o 'know-how', deixam que se use o nome intimidador", afirma. "Agem fardados com roupas da Polícia Civil ou Militar nas ações de tomada de territórios."



FONTE: G1

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